Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro de Portugal, volta a ser assunto nas conversas dos portugueses, especialmente entre os apoiadores da direita. Após um período de afastamento da política, ele está sinalizando um possível retorno, despertando a curiosidade de muitos.

Em 2018, Passos Coelho decidiu renunciar ao seu cargo de deputado do PSD, uma escolha que foi profundamente influenciada pela saúde de sua esposa, Laura Ferreira. A fisioterapeuta lutava contra um tumor, o que exigiu a presença constante do ex-primeiro-ministro ao seu lado, especialmente para cuidar da filha do casal, Júlia, que na época era apenas uma criança.
Desde então, Passos Coelho se distanciou da política ativa, dedicando-se ao ensino no ISCSP, onde conciliou sua carreira acadêmica com a educação e o bem-estar de sua filha. Agora, com Júlia já com 17 anos e a promessa feita a Laura cumprida, ele parece pronto para reentrar na arena política.

Recentemente, durante uma conferência da SEDES, Passos Coelho não hesitou em criticar algumas decisões do governo atual, como a nomeação do ex-diretor da Polícia Judiciária para o cargo de ministro da Administração Interna. Ele também expressou sua insatisfação com a inércia em áreas essenciais, como a saúde. “Na política, só está quem quer. Já houve muito tempo para pensar, imaginar e trabalhar os cenários. Esse tempo acabou. É preciso começar a trabalhar e a fazer qualquer coisa”, declarou, deixando claro que está considerando um retorno.
Apesar de seu afastamento, Passos Coelho manteve contato com figuras influentes da política portuguesa, participando de almoços ocasionais e mantendo uma presença discreta, mas significativa. No entanto, ele deixa claro que não pretende um retorno completo enquanto sua filha não for totalmente autônoma, reafirmando seu compromisso com a promessa feita a Laura.
O que será que o futuro reserva para Passos Coelho? A política portuguesa pode estar prestes a ganhar um novo capítulo.



